Um girassol
enviado por Jelly Legs Anita
Hoje um girassol sorriu pra mim. E eu tive vontade de roubá-lo.
Mas não fiz. Concluí que seria grande injustiça com o lindo girassol trazê-lo pra morrer nesta sala fria de ar condicionado, cinza, empoeirada e sem janela. Seria torturá-lo, privando-o de girar em busca do sol (que aqui nunca chega). Seria um ato de amor egoísta.
O girassol lá é livre, e pode girar para o sol, como é de sua natureza.

Legal! Agora ele é seu de verdade…
Comentário por M. — September 19, 2006 @ 6:07 pm
Quem sabe vc devesse ter roubado o girassol…
Comentário por Anonymous — September 19, 2006 @ 9:30 pm
Que triste isso q vc disse…
Pq a sala está é fria e empoeirada?? Não podemos derrubar uma parede e construir uma varanda ensolarada??
Ser humano é egoísta mesmo. Todos somos.
Às vezes penso se o amor tbm é egoísta, ou se no caso for egoísta, não é amor.
Comentário por Denise — September 21, 2006 @ 11:10 am
Não acredito num amor que seja egoísta. Não se ama só. Amor é construção, ‘junção sem anulação’…
Amar não implica acabar com a liberdade de ninguém. Pelo contrário… a aceitação dela. E aí, não cabe egoísmo.
Comentário por Jelly Legs Anita — September 25, 2006 @ 12:56 am