Coisa de quinta
Na superficialidade do mundo atual, as pessoas acham que sinceridade é coisa de quinta…
Na superficialidade do mundo atual, as pessoas acham que sinceridade é coisa de quinta…
Cansei… cansei de ser assim. Cansei do otimismo, enjoei do realismo.
Vacilei. Passei da hora, perdi a viagem. Afoguei, sufoquei.
Respirei, continuei.
Tudo isso em longas horas e ninguém notou. Invisível era eu naquele pedaço de mundo. Ou melhor, pedaço de fim de mundo.
Saí, sobrevivi.
Agora vou dormir.
E amanhã tem mais, dessa lenta dose nociva de faz-de-conta de levar a vida.
Aaah, essas linguagens computacionais! Teimam em não me obedecer…
São com PUTA cionais.
Resolvedora de pepinos
- Alô.
- Oi.
- Eu tenho um pepino para ser resolvido.
- Sim. Qual o tamanho e tempo hábil disponível?
- Ah, tem quase um metro e precisa de solução pra ontem.
- Bom, nesse caso terei que cobrar honorários extras.
- Como??
- Isso mesmo. Para cobrir as despesas com calmantes, moderadores de humor e antiácidos estomacais.
- Ahhh! Por isso então os extras?
- É.
- Esquece. Eu não vou pagá-los. Você que se vire sem os extras, afinal se não pegar esse pepino você vai ter que gastar com os medicamentos da mesma forma… Por causa das contas todas que vão atrasar… MUAHAUAHUAHUA
- Ok, eu resolvo. Ao menos vou ter uns trocos para os laxantes… E toda vez que for ao banheiro vou me lembrar de você. Cagada por cagada, a de necessidade fisiológica (mal) paga sempre é uma satisfação.
Como nascem as estrelas?
Talvez como os sonhos, de uma aguda esperança num doce suspiro.
Eu desdenho das horas.
E como vingança elas somem do relógio, fazendo com que eu aborreça pessoas que amo.
"Guerra altera a terra nada será como antes"
Ninguém passa ileso por uma mudança
* * *
Das tantas correspondências, uma. A primeira de não sei quantas…
Tão bom viajar… Estar fora do ar
Uma semana ou duas, sempre parece pouco
Suficiente para açucarar a tal da vida azeda
_ _ _
Espreme limão
Espirra na mão
Com sol, dá um borrão
Espreme limão
Espirra no olho
Com gelo e açúcar, dá um consolo
Ontem eu estava pensando na nata de leite. Lembro-me que na infância, as crianças (quase todas) não suportavam a tal ‘pelinha’ gordurosa por cima do leite.
Hoje se vê muitos quererem fazer parte da nata!
Uns querem ser a nata da moda, outros querem ser da nata acadêmica, a nata do política, a nata do ensino universitário… Tem até a nata de desempregados, minha gente!
E ao que se submetem esses que almejam a nata! Putz… é cada uma. Por exemplo, os da moda se submetem a um estilo de roupas pouco confortáveis; os da nata acadêmica a pesquisas pouco relevantes, vazias, recheadas de texto sem sentido (mas com nome do professor-doutor Fulano, oh!).
A nata do ensino universitário: consideram-se grandes ´sabedores’ e abdicam das boas maneiras, (afinal pra que precisam delas se sabem tudo de tudo!) É, a universidade pública (especialmente alguns segmentos) tem formado profissionais, mas não cidadãos.
E para fechar, a dos desempregados… Não se submetem a vagas inferiores a de seu imaginário, mesmo há tempos sem trabalho; gastam dinheiro (de outros) em cursos preparatórios para concurso público, para vagas com bom status.
Fracamente, eu ainda prefiro sem nata. Fico com o leite desnatado que é mais saudável.
Tá fazendo frio demais!
Bom é fazer como as abelhas… Ficar comendo mel e esfregando a barriga para esquentar.
Nós pandas já estamos fazendo isso. Posamos para um retratista em plena neve e olhe só:
Pandas na neve, M.
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